Adenocarcinoma de Pâncreas

https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/originals/ad/53/40/ad53406bc85ba77e40724066f9301f36.jpg
Onde está esse órgão e para que serve?
O pâncreas é um importante órgão do sistema digestório que está na parte superior do abdome, posteriormente ao estômago. É responsável pela produção de enzimas que irão atuar em carboidratos, lipídeos, ácidos nucléicos, além de participar do controle glicêmico produzindo em suas células alfa e beta os hormônios insulina e glucagon. Algumas alterações patológicas como o adenocarcinoma pancreático, podem alterar a homeostasia digestória e a glicemia.
O câncer de pâncreas, representa hoje um tumor de alta agressividade, em que apenas 15-20% dos pacientes têm a chance de diagnóstico, cura e retirada cirúrgica do tumor. Os principais fatores de risco dessa doença incluem o estilo de vida, uma vez que cerca de 80% dos pacientes acometidos eram tabagistas, diabéticos, intolerantes à glicose e faziam altas ingestões de carne e bebidas alcoólicas. Além disso, a genética tem seu importante papel no desenvolvimento desse câncer, pois estudos mostraram que mutações no oncogene AKT2, codificador de uma quinase, aumenta a sinalização celular e consequentemente, implica no desenvolvimento tumoral não só no pâncreas, mas também nos ovários.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico desse tumor precisar ser diferencial devido a sua clínica inicial que é icterícia. Geralmente, os médicos investigam em seus pacientes doenças relacionadas ao fígado e quando os exames de imagem são feitos, como a ultrassonografia, durante a busca de alterações hepáticas, há o aparecimento de uma massa normalmente na porção cefálica do pâncreas. Após a descoberta do tumor, exames mais específicos como a tomografica computadorizada, ressonância magnética e posteriormente, biópsia precisam ser feitos para melhor conhecimento do tumor. Além da icterícia, outro fator que dificulta o diagnóstico é o fato de que o pâncreas tem baixa irrigação sensitiva para dor, então, o tumor se desenvolve sem que o paciente perceba que algo de errado está ocorrendo em seu corpo e isso está diretamente ligado com a letalidade do câncer, pois quando ele é descoberto já está em estágio avançado.
É possível tratar?
Após o diagnóstico, dependendo do estágio em que o tumor esteja, o tratamento deve ser feito de forma cirúrgica (estágio inicial), em que pode remover a cabeça do pâncreas, o duodeno e tecidos vizinhos. Há também a pancreatectomia total que consiste na remoção completa do pâncreas, do duodeno, dos ductos biliares, da vesícula biliar, do baço e linfonodos próximos. Para estágios mais avançados a recomendação é apenas cuidados paliativos, evitando a dor e sofrimento do paciente.
Referências:
http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/(SICI)1098-2744(199802)21:2%3C81::AID-MC1%3E3.0.CO;2-R/full
http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/(SICI)1098-2264(199707)19:3%3C161::AID-GCC5%3E3.0.CO;2-W/abstract
Campos, Enio. "Diagnóstico, estadiamento e tratamento cirúrgico do adenocarcinoma de pâncreas." DIAGNÓSTICO 21.4 (2008): 192-200.
da Silva, Camila Sayuri Horita Alves, Stefanie Ferreira Leite Mencacci Lucas, and Érika Nakatsu. "Adenocarcinoma de pâncreas em paciente jovem: relato de caso."
Nobeschi, Leandro, Wilson Bernardes, and Nilze Favero. "Diagnóstico e prevenção do câncer de pâncreas." Ensaios e Ciência: C. Biológicas, Agrárias e da Saúde 16.1 (2015).